Rio dos Ventos e o Complexo São Francisco

História e Lenda

O Convento de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco são dois dos maiores monumentos em estilo barroco da América Latina. Tombados pelo IPHAN, em 1952, representam parte do patrimônio comum da Igreja e do Estado. Esses monumentos fazem parte de um complexo arquitetônico constituído pelo Cruzeiro, o Adro, a Igreja, o Convento, a Fonte e o Sítio, situado na parte alta da cidade de João Pessoa, na Paraíba.

O início de sua construção se deu com a chegada dos Franciscanos, em 1589, que construíram uma simples estrutura de taipa com 12 celas e claustro. Em 1602, foi iniciada a construção em pedra calcária, chegando a ser concluído no século XVIII, cujas sucessivas datas podemos acompanhar registradas na Fonte (1717), no Frontispício (1779), na Torre (1783) e no Muro (1788).

Durante a dominação holandesa (1634 – 1654), o complexo arquitetônico foi quartel-general e residência do governador Holandês. Os franciscanos viveram nesse local até o ano de 1885 – 300 anos dedicados à evangelização do povo paraibano.

De 1885 a 1894 funcionaram no convento a Escola de Aprendizes Marinheiros o Hospital Militar.

Com criação da Diocese da Paraíba, em 1892, e com posse de Dom Adaucto Aurélio de Miranda Henriques, em 1894, foram instalados no conjunto o Seminário e o Colégio Diocesano. O colégio funcionou até o ano de 1906 e o Seminário, até o ano de 1964.
Depois dessa data, o complexo serviu de Museu do Estado, Escola Estadual Roger e Escola de Teatro Piollin.

Durante o governo de Tarcísio de Miranda Burity, em 1979, o conjunto teve suas portas fechadas para dar inicio aos trabalhos de restauração, sendo aberto ao público em 06 de março de 1990 como Centro Cultural de São Francisco, espaço no qual o visitante, além de contemplar a beleza arquitetônico, poderá apreciar a exposição de Arte Sacra com Imagens dos séculos XVII, XVIII e XIX, a Galeria de Pedra, o Projeto Mostra Brasil de Arte Popular, exposições temporárias e outros eventos.

Lendas

O Túnel da Igreja de São Francisco

São várias as histórias que dentro da Igreja de São Francisco, exatamente em seu subsolo, existia uma espécie de “túnel estratégico” que daria acesso a outros lugares da região, como por exemplo, a Casa da Pólvora na cidade baixa e a Fortaleza de Santa Catarina em Cabedelo. Algumas relatavam que este túnel servia de base para a guarda dos tesouros e pertences dos coronéis e fazendeiros da época, as famosas “botijas”.. Outras diziam que se tratava de rota de fuga para os portugueses envolvidos nos conflitos formados com os holandeses. Acontece que até hoje ainda não foi explorado, mas toda história tem fundamento.

Com localização imprecisa, e não confirmadas, vários historiadores e curiosos sobre o assunto, contam que as igrejas antigas basicamente dos séculos XVIII e XIX existem supostos Túneis. Principal fonte de refúgio e esconderijos para escravos.
Assim tendo em vista a igreja de São Francisco na Capital João Pessoa, onde sobre ela existem várias lendas, uns afirmando a existência de um Túnel que levaria da igreja ao cruzeiro, outros afirmam que seria até a casa da Pólvora na cidade baixa, e a mais conhecida seria que levaria até o Forte de Cabedelo, túnel até hoje nunca explorado.

O Romance Rio dos Ventos

Aqui a lenda se torna realidade 

Rio dos Ventos é um romance policial ambientado em João Pessoa dos dias atuais. Uma mistura de ficção com realidade estão presentes nesta obra. Existe uma lenda que embaixo do Complexo Religioso São Francisco, uma das estruturas barrocas mais ricas e antigas do Brasil, foi construído um túnel, que serviria no século XVII como rota de fuga dos ocupantes Holandeses durante o seu período de invasão e ocupação do Nordeste.

O livro explora bem esta história, quando um dos Frades do convento Santo Antônio decidiu, por conta própria explorá-lo e lá encontra algo de grande valor capaz de despertar a cobiça até dos melhores dos homens. Uma sequência de assassinatos leva a um casal de detetives a percorrer vários pontos da cidade, locais que realmente existem em nosso mundo real. Tudo com uma bela descrição capaz de nos remeter a cada local como se estivéssemos acompanhando cada passo da investigação. A descrição dos ambientes é primorosa e nos faz querer visitar a cidade apenas para percorrer cada espaço da trama, ou ao menos, conhecer virtualmente pela internet.

Cada evidência e explicação dada sempre que se avança na busca pela verdade, são reais, o que nos deixa perplexo como a ficção de funde com a realidade capaz de nos deixar na dúvida se realmente o que está sendo narrado existiu.

O livro nos leva de uma forma a pensar a partir de determinado ponto as coisas ficaram óbvias e previsíveis, mas de repente vem um final surpreendente, capaz de deixar qualquer um atônito. Inclusive o título do livro surge em nossa frente como uma das mais belas escolhas.

Percebe-se que mais histórias virão, e possivelmente com mais tensão e aventura.

O autor antecipa, sem spoilers, que as vidas de ambos os detetives serão mais aprofundadas, inclusive alguém, que teoricamente deveria não estar mais entre os vivos, ressurge de forma enigmaticamente, quando Bernard recebe um aviso de alerta, que estaria correndo risco de morte. Muita coisa do passado vem à tona, e mais fatos atordoantes ligarão esta pacata capital do Nordeste a uma rota internacional de crimes.

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